5 tendências de arquitetura para 2018

Escrito por on 13/02/2018

Ambientes flexíveis, menores, mais práticos, compartilhados e saudáveis devem ser as escolhas para os ambientes corporativos

Preparar os ambientes corporativos considerando aspectos que humanizem os espaços tem sido uma demanda crescente na área da arquitetura. Por isso, a neuroarquitetura, que é o ´impacto do espaço físico no nosso cérebro’, é uma das principais tendências de arquitetura para 2018. Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram números alarmantes de pessoas sofrendo de depressão e ansiedade no ambiente de trabalho. “Agora é a hora de se preocupar com essa humanização. Procurar amenizar o sofrimento das pessoas nos ambientes de trabalho”, destaca Priscilla Bencke, especialista em neuroarquitetura e projetos corporativos.

Para ela, as empresas vão seguir esse ano investindo também na tendência de projetar ambientes que ajudam a aumentar a produtividade. Além disso, muitas corporações já estão retomando projetos que foram parados ano passado. Empresas que estavam mais retraídas também decidiram investir e estão solicitando projetos de novas sedes e espaços físicos. O que é muito bom porque indica que o ano está começando com um espírito diferente, de muita transformação e ideias sendo colocadas em prática, avalia a neuroarquiteta especialista em ambientes corporativos, Priscilla Bencke.

Priscilla Bencke destaca a seguir outras tendências de arquitetura para 2018. Confira!

1 – Ambientes mais flexíveis: Segundo Priscilla Bencke, uma das tendências em arquitetura para 2018 é a de ambientes e até mobiliários ‘mais soltos’ e com menos elementos sob medida. São os ambientes para múltiplas funções, como, por exemplo, uma copa que pode servir de descompressão para os colaboradores; ou uma sala de espera que sirva também como sala de reunião. A própria tecnologia, como o wi-fi, tem auxiliado nessa integração permitindo mobilidade nos ambientes, pois não há necessidade de cabeamento em vários espaços;

2 – Espaços compartilhados: A iniciativa de compartilhamento dos locais de trabalho com muitos co-workers dividindo espaços para trabalhar tem crescido e ganhado adeptos no mundo todo. “Não mais mesas fixas, para um só funcionário”, ressalta Priscilla Bencke. As empresas com colaboradores que viajam muito, por exemplo, podem ocupar as mesas – que ficam vazias e ociosas – deslocando-as para uso de outros profissionais, o que evita custos.

3 – Praticidade: “Os escritórios estão com uma tendência visual diferente para 2018 e devem mudar para um estilo mais industrial”, afirma Priscilla. O que significa isso? Os projetos corporativos vão ter as instalações mais aparentes. “Nem o forro estão colocando nos projetos das empresas, para que haja condições das mudanças. E caso ocorram, tudo será mais rápido e sem a necessidade de realização de obras ou reformas”, aponta. Esse estilo mais industrial, com as instalações mais aparentes, portanto, entra como uma forte tendência em 2018.

4 – Áreas reduzidas: O desenvolvimento de grandes sedes corporativas no exterior tem cada vez menos a presença de salas enormes de reuniões. “Elas são importantes e as reuniões entre os colaboradores devem ocorrer porque é desses encontros que surgem grandes ideais. Só que elas acontecem, hoje, em ambientes mais alternativos e até compartilhados com outras áreas, como numa sala do café ou realizada em mobiliários soltos, que permitem juntar as cadeiras para uma conversa. O layout tradicional está sendo modificado inclusive por conta da tecnologia, já que podemos fazer reuniões digitalmente”, afirma Priscilla.

5 – Bem-estar do ser humano: Essa humanização já vem ocorrendo, segundo Priscilla Bencke. Grandes lideranças, de grandes corporações, já entendem que as pessoas, quando se sentem bem, produzem mais e muito melhor. O resultado é um aumento de produtividade para a empresa e um retorno financeiro quando se busca o bem- estar das pessoas. Segundo Priscilla Bencke, que é especialista em neuroarquitetura, esse desequilíbrio no bem-estar psicológico e mental das pessoas ajuda a diminuir o estresse no local de trabalho.

Ela avalia também a importância dos executivos olharem mais para essas questões psicológicas, uma vez que o ambiente tem ligação direta com o comportamento e as emoções das pessoas. Para a arquiteta, a inclusão de elementos naturais, a presença de vegetação ou um jardim, a valorização de uma iluminação natural, tudo isso pode contribuir para ter um ambiente de trabalho mais acolhedor. As pessoas devem se sentir bem, como se estivessem em casa. E os elementos contribuem para a valorização do bem-estar psicológico por meio do ambiente físico.

A tendência, portanto, é a elaboração de projetos mais personalizados e individualizados. “As pessoas não querem ser vistas mais como máquinas. Mesmo em grandes empresas, é possível ter algo personalizado. E isso já nasce no projeto, pois o profissional de arquitetura com esse foco mais humanizado faz imersão na empresa, conversa com as pessoas e descobre as necessidades de cada uma para fazer um ambiente que possa melhorar as questões psicológicas desses profissionais”, finaliza Priscilla Bencke.

Mais sobre Priscilla Bencke

Especialista em projetos para Ambientes de Trabalho, consultora internacional de Qualidade em Escritórios, graduada em Arquitetura e Urbanismo pela UFRGS e pós-graduada em Arquitetura de Interiores pela UniRitter Laureate International Universities. É responsável pela Bencke Arquitetura e atua nas áreas de consultoria, projeto e execução, para empresas que buscam a produtividade através do bem estar e qualidade de vida aos colaboradores. Fundadora do conceito QUALIDADE CORPORATIVA: Smart Workplaces. É a organizadora da agenda de eventos em São Paulo e Porto Alegre sobre a arquitetura e neurociência.

 


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