Obesidade infantil: aproveite as férias para introduzir uma alimentação saudável às crianças

Escrito por on 17/07/2018

 

Consumo de guloseimas em São Paulo é maior que a média nacional

“A obesidade infantil aumenta o risco de muitas outras doenças como diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia e asma, por exemplo. Ela também reduz a expectativa de vida já que aumenta o risco de morte por doença cardiovascular e câncer, além de ter um impacto forte na piora da qualidade de vida, especialmente na fase infantil e adolescente, gerando bullying e preconceito, para exemplificar”, alerta a Dra. Maria Edna de Melo, médica da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).

Por isso é importante estar de olho na alimentação das crianças, e que tal aproveitar as férias para introduzir novos alimentos?

Para a endocrinologista, entre os cuidados que os pais podem ter com os filhos para prevenir a obesidade precoce estão introduzir na rotina alimentos saudáveis, oferecendo refeições ricas em vegetais, frutas, verduras e legumes. Biscoitos recheados, macarrão instantâneo, embutidos, salgadinhos, bebidas adoçadas são alimentos ricos em açúcar, gordura e sal, portanto não devem fazer parte da rotina e o consumo deles deve ser a exceção no dia a dia .

As crianças com sobrepeso devem ser submetidas a exames de rotina, incluindo aferição de pressão arterial a partir dos três anos de idade ou até antes. “Uma vez que as crianças com excesso de peso têm maior risco de dislipidemia, o rastreio com dosagens de colesterol total, frações e triglicerídeos já pode ser realizada a partir dos dois anos de idade”, explica Dra. Maria Edna. A dosagem de glicemia permite diagnóstico de diabetes tipo 2 e o de insulina ou vitamina D pode ser solicitada de acordo com avaliação individual de cada paciente.

Estatísticas – A adoção de hábitos alimentares saudáveis é essencial para combater a obesidade. Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PENSE 2015)detectou que o índice de consumo de guloseimas em São Paulo (47,7%) é maior que a média nacional (41,6%). O hábito de consumir refrigerantes no Sudeste (30%) também é maior que no país inteiro (26,7%). O consumo de salgados ultraprocessados é relevante: o Sudeste (32,9%) fica perto da média nacional (31,3%).

Meninos e meninas de 13 a 17 anos de idade apresentam taxas de sobrepeso quase iguais: 23,7% para meninos e 23,8% para meninas – percentual que corresponde um total estimado de 3 milhões de escolares. Já o índice de obesidade entre os meninos da mesma idade é um pouco maior: 8,3% (contra 7,3% das meninas).

Quando não tratada, a obesidade está relacionada a doenças cardíacas, diabetes, doenças hepáticas e muitos tipos de câncer. De acordo com o World Obesity, caso não haja medidas urgentes para tratar ou prevenir a obesidade, a conta médica global anual para o tratamento das consequências da obesidade pode chegar a US$ 1,2 trilhão por ano até 2025.


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